quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dominação ( ilusória? )

Uma porta que (limita),
S e p a r a ,
[Tranca],
“Isola”,

Mas, para tantos,
Protege, ( porque )
Esconde, ( desejos, defeitos, imperfeições )
Permite uma passagem ( ilusória )
Para dominar ( eu, você, ele, e o que mais vier pela frente ).

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Vontade

Pequenina, tão minúscula que mal se pode vê-la ou senti-la. Por isso mesmo, por se fazer de “não existente”, ela cresce, cresce e aparece.
De início pode vir camuflada, porém, um pouquinho mais de tempo, se está ali, aqui, acolá. E existe. E se faz sentir. E se faz crescer. E se faz repensar.
Pensar, sentir, repensar, ponderar, equilibrar, ajustar, e, finalmente, se libertar!
Para se deixar viver, fluir, sentir, sorrir.....

segunda-feira, 10 de maio de 2010

23 outonos

Os 23 outonos não foram fáceis.
Lutas, conquistas, correria, chateações, tristezas, frustações,
Mas foram de muitos aprendizados. Todos eles que me mantiveram bem até aqui
Até esse momento.
Não é tão simples levantar-se após uma queda daquelas, mas
Cai, tropecei, me machuquei e levantei,
Desde pequenina até agora ( e continuarei )
Pronta para uma nova queda. E ilesa às anteriores.

Cá estou, com frio, com sono, com um ano a mais de vida
E ainda precisando fazer “cara” bonita pelos parabéns...
Mas vamos ai, bora para o próximo ano que hoje se inicia.
( e para as próximas surpresas da vida )

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Lado de dentro, lado de fora

Lado de dentro:
Luz fria, caras fechadas, dedos e olhares apressados, som do teclado e do mouse sendo manipulados por mãos inquietas e também do ar-condicionado ligado para refrescar o calor que vem de lá de fora.
Pessoas preocupadas reunidas numa sala fresca, com um único intuito: trabalhar.

Lado de fora:
Luz do sol, céu completamente azul, calor, sorrisos, movimentos coreografados embasados no ritmo forte e estridente dos tambores, chocalhos, tamborins e apitos, completados por uma letra sabidamente decorada.
Pessoas alegres e reunidas com um único intuito: se divertir

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Des(catracalização)

Nesse aniversário da megalópole paulistana, lembrei-me de um tema de redação da FUVEST ( de algum ano que não me recordo): “descatracalização”.
Nunca imaginei que algum dia esse nome viria à minha cabeça novamente, mas veio! Num momento infelizmente propício e satisfatório para o clamor de tal conotação.
Eram exatamente 23:40 minutos da noite de domingo, no dia 24/01, quando sai de casa para ir assistir aos shows ( ditos ) populares, no centro de São Paulo.
Logo que cheguei ao Viaduto do Chá, eu não podia descê-lo pois, o caminho estava interditado. Em seguida, percebi que o palco encontrava-se embaixo do viaduto, então entendi a interdição.
Continuei com a minha caminhada e percebi que todo o Vale do Anhangabaú estava fechado. Ai pensei: “tive a leve impressão de que os shows seriam abertos, para toda a população...”
Continuei caminhando e nada de entradas livres. Até que após dar uma volta inteira no quarteirão, consegui achar um local de entrada, e único!
Bom, entrei e logo avistei uma tenda e dentro dela haviam umas pessoas e um homem falando num palco. Claro, minha curiosidade aguçada quis entrar para ver. Porém, mais um entrave: tinha uma “ catraca” com seguranças revistando bolsas femininas e homens.
Até esse momento eu podia entrar, se não fosse a proibição do meu namorado de me acompanhar, simplesmente porque ele não atendeu a um requisito: estava de chinelos. É claro gente, entrar de chinelos numa tenda é um crime... obviamente todos que andam de chinelos devem ser barrados em qualquer recinto, não é mesmo? Imaginem se essa moda pegar no litoral!! Ai eu quero ver....
Dessa forma, dei um passo para trás e perguntei o que ocorria naquela tenda. A resposta da segurança foi: “ ah, parece que é alguma coisa de GLS...”
E ai reparei que haviam muitos dizeres no recinto a favor da igualdade, contra as repulsões, ao preconceito e por ai vai....
Irônico, não? Tive que andar metros e metros a mais, pois uma praça estava fechada, uma festa estava limitada e uma tenda estava selecionando quem podia e quem não podia entrar para assistir um cara falando contra o preconceito, exclusões e a favor do respeito a todos.
Tenho pena dos chinelos.... para quê tanta discriminação?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A pergunta que não quer calar!

Ruas intransitáveis, trechos interditados, trânsito parado, pontos de ônibus lotados por conta da falta destes, linhas de trem interditadas, consequentemente, atrasos e ausências no trabalho e escola. Mas o pior de tudo: deslizamentos de terras levando 6 pessoas à morte ( pelo menos o que foi divulgado até hoje pela manhã ).
São Paulo passou por um dia indiscutivelmente terrível, stressante e do “ se vira como pode”.
Diante disso, logo pela manhã de ontem, o prefeito da cidade de São Paulo, Kassab, foi questionado sobre essa questão do caos, e responde que a cidade não está vivendo um caos, pois o acontecimento está sob controle.
Será que a resposta é coerente à pergunta? Ou seja, será que está se falando do mesmo assunto?
Ou sou eu ( e milhares de pessoas ) que fiquei tão confusa com tanta água e não entendi a resposta???

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Dia Internacional da Publicidade e Propaganda

Parabéns à Publicidade e Propaganda e também a nós, publicitários e estudantes, que fazemos parte dessa área tão rica, muitas vezes maldosa e dolorosa, contudo, muito gratificante!
Muitos vêem a publicidade como uma profissão cheia de glamour, dinheiro e de facilidades.
Posso dizer, como em qualquer outra, há sim os que utilizam-se desses meios, mas, digo com toda a certeza, que manter-se nessa profissão não é fácil, pois é trabalhosa ( tem-se hora para chegar ao trabalho, porém, não há hora para sair ) e exige muita paciência, jogo de cintura, responsabilidade e, principalmente, compromisso.
Por isso, tenho um enorme respeito pelos os profissionais de longa data que suaram a camisa para continuar e manter-se vivo nesse mundo comunicativo.
Segue um texto que achei pra lá de interessante:

Publicitário não come, degusta o produto.
Publicitário não cheira, sente a fragrância.
Publicitário não toca, examina o design.
Publicitário não dá a resposta, cria outra pergunta.
Publicitário não conquista, persuade.
Publicitário não tem destino, tem target.
Publicitário não ouve barulho, ouve ruído.
Publicitário não fala, envia mensagem verbal.
Publicitário não procura endereço, procura praça.
Publicitário não escuta, decodifica a mensagem.
Publicitário não tem idéia, tem brain storm.
Publicitário não recebe resposta, recebe feedback.
Publicitário não tem memória, tem repertório.
Publicitário não lê, decifra o código textual.
Publicitário não pergunta, faz pesquisa.
Publicitário não ouve música, ouve trilha sonora.
Publicitário não tem lista, tem mailing.
Publicitário não copia, se inspira.
Publicitário não vê outdoor, vê mídia exterior.
Publicitário não dirige, faz test-drive.
Publicitário não falece, apenas seu ciclo de vida chegou ao fim.

Autoria: Blog de Danilo Bressan: http://danilobressan.blogspot.com/2007/07/ser-publicitrio.html